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Sábado, 5 de Junho de 2004

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publicado por Mulher Especial às 10:46

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Chave

Pelas voltas que a chave deu sabia que a solidão estava sentada na cadeira á minha espera. Entrei pela porta e o calor avassalador da solidão abraçou-me, envolveu-me num abraço como o de uma criança atirando-me para o chão. Papeis voaram, cartas perderam-se, contas espalharam-se. Ali fiquei eu despojada no chão frio com o abraço quente perdida entre as malas do trabalho e as chaves do carro. Deixei os olhos fecharem-se e perdi-me no que julgo realidade não ter sido. Corri pela casa em passos lentos gritando, cantarolando musicas perdidas na memória, apenas buscando um basta numa qualquer voz, num qualquer canto. Uma nota na mesa presa apenas pela caixa das chaves pequeninas era o sinal que a solidão era completa. Nunca o deixara de ser mas a existência de outra alma fazia com que a definição de solidão não fosse a mais correcta. Perdi-me na água que corria, deixei o tempo passar e chorar desejei. Casar quiz, a morte desejei novamente. Da morte nunca vos falei, mas houve um dia que não está perdido no tempo que a morte beijei de labios secos e suaves. Para ela caminhei e quase nela estive presa para sempre. Hoje passados sete meses não consigo recordar o desejo, o sentir que para ela me levou, loucura talvez, incoerência, devaneio, não sei. Mas naquela corrida louca e lenta desejei não aqui estar, noutra dimensão me encontrar. Deixei a água cair sem nada sentir e sem o tempo ver passar, as luzes foram-se e no aconchego de uam toalha deitei-me com a solidão precisa com o Boa Noite calado que comigo todas as noites partilha o meu leito, a minha intimidade, o meu beijo doce e suave.

publicado por Mulher Especial às 10:45

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2004

Questões

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Hoje não quero escrever sobre a alegria que vivo, sobre as lágrimas que não derramei ou mesmo das gargalhadas que dei na esplanada de um bar enquanto qualquer coisa comia. Tenho dúvidas, questões que vivem e sobrevivem dentro de mim.
Em dias de angustia, que já á muito passaram tais questões sufocavam-me tentando-me matar...como tantas outras coisas, como tantas outras pessoas que me matavam apesar dos sorrisos que fazia. Hoje são apenas questões que debato com amigos, conhecidos ou mesmo desconhecidos. Questões sem importância ou talvez não. Apenas questões que aqui quero deixar para com vocês debater, para com vocês pensar. Gostava de aqui as resolver mas tal ambição não tenho, com tal sonho não adormeço.
Que sentimento é o Amor? Apenas existe um ou mais existem?
O perdão existe? Até onde devemos perdoar? Tudo deve ser perdoado...onde ficam os limites?
Tantas são as questões que em mim sobrevivem desde o momento que em mim nasceram sem que nunca tenha conseguido por completo as responder.
Acredito sem dúvida no Amor mas talvez um amor que não existe...um Amor utópico.....Como é possível dizer Amo-te e no momento seguinte sentir um ódio, uma raiva....Questiono-me como podem as pessoas dizerem o que não sentem?

São questões...palavras...sentimentos incobertos.....

publicado por Mulher Especial às 10:02

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2004

Questões

Hoje não quero escrever sobre a alegria que vivo, sobre as lágrimas que não derramei ou mesmo das gargalhadas que dei na esplanada de um bar enquanto qualquer coisa comia. Tenho dúvidas, questões que vivem e sobrevivem dentro de mim.
Em dias de angustia, que já á muito passaram tais questões sufocavam-me tentando-me matar...como tantas outras coisas, como tantas outras pessoas que me matavam apesar dos sorrisos que fazia. Hoje são apenas questões que debato com amigos, conhecidos ou mesmo desconhecidos. Questões sem importância ou talvez não. Apenas questões que aqui quero deixar para com vocês debater, para com vocês pensar. Gostava de aqui as resolver mas tal ambição não tenho, com tal sonho não adormeço.
Que sentimento é o Amor? Apenas existe um ou mais existem?
O perdão existe? Até onde devemos perdoar? Tudo deve ser perdoado...onde ficam os limites?
Tantas são as questões que em mim sobrevivem desde o momento que em mim nasceram sem que nunca tenha conseguido por completo as responder.
Acredito sem dúvida no Amor mas talvez um amor que não existe...um Amor utópico.....Como é possível dizer Amo-te e no momento seguinte sentir um ódio, uma raiva....Questiono-me como podem as pessoas dizerem o que não sentem?

São questões...palavras...sentimentos incobertos.....

publicado por Mulher Especial às 10:02

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Terça-feira, 1 de Junho de 2004

Momentos de mimos

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As mãos tremiam ficando levemente humidas de ansiedade. Muitas palavras tinham sido trocadas mas a distância fazia com que tudo não passa-se de imaginação, de desejos escondidos.
Com um arrepio no estomago fui ter com ele sem saber o que aquelas horas, aqueles minutos, o que aquele momento iria mudar na minha vida. Provávelmente nada mudaria ou a paixão surgiria?!. Ele receava isso e confessou-me, eu em segredo também receava apaixonar por aquela alma, mas no silêncio me mantive. Parei o carro e esperei. Ele desceu, um beijo suave me deu, seguimos em carros separados. Páramos num qualquer lugar e no carro dele entrei. Procuramos paragens proximas e ocultas. A ansiedade era visivel, o receio acompanhava, as mãos tremiam. A timidez tentou possuir-me mas logo ataquei com a voz trémula e perguntei: "Então que sonho foi o que tives-te comigo?Quero os promenores que não contas-te" Corei um pouco mas os olhos não tirei da sua cara. Ele quase que se engasgou com aquela mudança subita de conversa banal para as intimidades que tinhamos partilhado pelas teclas. Continuou a olhar-me a alma tentando penetrar-me e num gesto acariciou-me a cara. Fechei os olhos para melhor sentir aquele momento foi então que a sua pele deixei de sentir e ouvi a sua respiração. Beijou-me o pescoço e os meus olhos revirei fechando-os tentando agarrar aquele pedacinho de prazer que me chegava pelos lábios suaves que percorria o meu corpo num frenesim. As suas mãos desceram pelas minhas costas em movimentos lentos e precisos. Nos seus braços me acolheu, uma criança pequena me senti e as lágrimas correram. Os bancos desceram e sobre o seu peito me deitei. Os seus braços enormes me enlaçaram num gesto só acariciando....mimando...Nos seus olhos quis entrar e sentei-me sem palavras trocarmos as mãos perderam-se as dele descobriam os cantos e recantos que tanto sabia provocarem-me arrepios.... as minhas mãos eram comandadas pelas timidez, mas sentindo prazeres pelo meu corpo recordei os cantos e recantos que o caminho ele me tinha ensinado pelas palavras. Perdemo-nos em devaneios, em desejos do corpo.....desejos do espírito de mimos receber....de sorrisos fazer.... Os virdros fechavam-nos naquele mundo, naquele espaço.....estavam cobertos de pequenas goticulas de água impedindo os olhares mais indescretos que por ali tentassem passar... a roupa perdera-se pelo caminho das mãos...o carro estava quente com o calor dos corpos nuos....e ali no meio do nada e sem quase nada saber nos entregamos aos prazeres...deixamos o tempo passar por entre a respiração ofegante, o calor dos corpos movimentos sincronizados com beijos de desejos....gemidos perdidos

publicado por Mulher Especial às 00:04

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