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Quarta-feira, 3 de Março de 2004

Morrer . . .

Vivia embrenhada em papéis, teclas, letras, números, vivia a tristeza da perda, a desilusão do mito, a queda do que regia a minha vida.

Li palavras sem conhecer......deixei-me envolver...... sonhei......esperei pelas longas cartas que me davam prazer ler......responder. Dava e recebia cumplicidade sentia palavras de compreensão.

Um dia já esquecido neste mundo sem noite nem dia, sem morada certa demos um passo maior a, distância quebrou-se de vez. Não a distância física porque essa manteve-se apesar de ter olhado de longe o seu espaço.

Dei o que tinha dentro de mim, acreditei em palavras que não ouvi, entendi carinho, amizade em gestos que não vi. Dei de mim......dei tudo o que tinha. Senti-te então a sair do quarto em bicos dos pés mas surpreendi-te...... disseste que já voltavas e por isso esperei por quem me abraçava todas as noites....por quem me dava o carinho antes de adormecer.....mas então li e compreendi.... Compreendi que aquilo que sentia dentro de mim era verdade.... tinhas partido de vez sem sequer dizeres adeus, sem uma explicação.....não peças para explicar melhor o que sinto.....não quero falar mais..... estou vazia por dentro...... perdi-me no meio do nada que sou hoje aqui e agora... . fiquei vazia por dentro. Procurei encontrar-me onde me tinha dado...... senti e vi janelas.....portas a fecharem-se e entrei em pânico... o brilho dos olhos desapareceu, só queria partir. ....sei que preciso de partir....parti para um qualquer lugar mas não posso sair..... sei que preciso sair deste presente que me magoa que me faz derramar lágrimas de sangue mas não consigo abrir as portas a minha volta, não quero cair nos abismos do passado.......procurei quem me salvasse.....quem me acendesse a luz deste caminho tortuoso onde constantemente caio no chão.......não consigo falar mais sem deixar os meus olhos turvos de água que apesar de imensa não enche este vazio que tenho dentro de mim.......sempre me dei e sempre sofri só e calada........julguei que seria diferente acreditei no que o meu coração dizia......dei-me....dei-me esperando receber um pouco de colo, um pouco de carinho.......um simples gesto em momentos como este ........ não era apenas vazio o que me enchia por dentro era solidão pura e dura que vivia dentro de mim tinha crescido de tal maneira que tinha vida, vontade própria e recusava-se a sair mesmo perante as minhas lágrimas vermelhas e espessas....não sei o que vou fazer........o que pensar................deito-me na areia molhada da praia e deixo-me morrer..........


publicado por Mulher Especial às 19:34

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